Um condomínio residencial em Biguaçu vem enfrentando uma infestação de escorpiões-amarelos que já resultou na captura de 256 animais, incluindo exemplares encontrados até o 4º andar do edifício. O balanço foi atualizado nesta segunda-feira, 20 de abril, pela Vigilância em Saúde do município e acende um alerta sobre os riscos para os cerca de 500 moradores distribuídos nos 160 apartamentos do residencial.
As capturas ocorreram em três momentos distintos: 109 escorpiões foram recolhidos na terça-feira, 14, outros 115 na sexta-feira, 17, e mais 32 durante visitas de rotina ao longo dos dias.
Foto: Reprodução/ND Mais

A Vigilância em Saúde acredita que o problema tenha se iniciado há cerca de três anos. Espaços na base dos prédios podem ter servido de abrigo para os animais, auxiliando na sua proliferação silenciosa ao longo do tempo.
Foto: Ilustrativa
O excesso de baratas no condomínio também contribuiu para o cenário: os insetos funcionaram como fonte de alimento para os escorpiões, permitindo que a população crescesse. Em fevereiro deste ano, o condomínio realizou uma dedetização contra as baratas e é justamente aí que está a principal hipótese para o surgimento repentino dos animais.
Com a eliminação da principal fonte de alimento, os escorpiões podem ter saído dos abrigos em busca de comida, tornando-se visíveis aos moradores.
Até o momento, não houveram registros de picadas em humanos no local. Um cachorro chegou a ser atingido, mas se recuperou. Ainda assim, a prefeitura mantém monitoramento constante no condomínio, com previsão de novas visitas nos próximos dias.
Foto: Ilustrativa

O escorpião-amarelo é a espécie que mais causa acidentes no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Altamente adaptável ao ambiente urbano, a espécie consegue se reproduzir mais de duas vezes ao ano, inclusive sem necessidade de acasalamento. Após cada ninhada, os filhotes se dispersam em busca de abrigo e alimento, o que favorece o aparecimento dos animais em residências.
Seu veneno pode causar dor intensa, náuseas, vômitos e alterações cardíacas e respiratórias. Os casos mais graves costumam envolver crianças e idosos.
A Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses orienta que o acúmulo de lixo, entulhos e materiais descartados é um dos principais fatores que favorecem a presença de escorpiões em áreas urbanas. Em imóveis privados, como residências e condomínios, a responsabilidade pela limpeza e pelo controle é dos proprietários ou administradores. Em áreas públicas, cabe ao poder público municipal.
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