O ato bárbaro que deixou quatro jovens carbonizados dentro de um carro, em São João Batista, resultou em uma operação contra um grupo suspeito de comandar o tráfico de drogas no município. A ação foi realizada nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), vinculado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Fotos: Divulgação/MPSC
De acordo com o MP, as apurações sobre o crime levaram à identificação da facção investigada. A análise dos celulares apreendidos durante o inquérito indicou a participação de outros envolvidos, bem como prática de crimes como organização criminosa, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. A assessoria do órgão ressaltou, no entanto, que os homicídios não estão diretamente relacionados às atividades do grupo.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, todos no município. Durante a operação, denominada “Entre Pátios”, foram recolhidos celulares, computadores e anotações que passarão por perícia. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos indicam uma ação coordenada, com divisão de funções, estrutura hierarquizada, logística organizada e comunicação codificada, consideradas características típicas de organizações criminosas.
Relembre o crime
Quatro jovens, com idades entre 18 e 22 anos, foram encontrados mortos e carbonizados dentro de um carro na noite de 17 de maio de 2025, na Estrada Municipal Timbezinho, bairro Timbezinho, em São João Batista. O veículo estava em chamas quando foi localizado por volta das 21h40, após testemunhas relatarem ter ouvido um grito seguido de uma explosão. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, um dos corpos estava no banco traseiro, enquanto os outros três estavam no porta-malas; todos já sem vida.
Foto: Divulgação
As investigações apontaram que os jovens teriam sido mortos em outro local e levados até a estrada, onde o carro foi incendiado para ocultar o crime. A principal linha apura um possível acerto de contas ligado ao tráfico de drogas, com indícios de extrema violência na execução. O caso resultou na prisão de cinco suspeitos ainda em 2025 (3 em São João Batista e 2 em Taquara/RS) e desencadeou novas apurações sobre a atuação de um grupo criminoso na região.
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