Nove guardas municipais de Balneário Camboriú retornam dos Estados Unidos com novos protocolos, técnicas aprimoradas e a missão de transformar o que aprenderam em capacitação para toda a corporação.
Fotos: BSO/Prefeitura de Balneário Camboriú/Reprodução
A equipe concluiu o intercâmbio operacional com o Broward Sheriff's Office (BSO), na Flórida, e participou de treinamentos voltados a situações de alta complexidade, como resposta a atiradores ativos, atendimento pré-hospitalar tático, gerenciamento de crises e controle de multidões.
Entre as experiências mais intensas do intercâmbio, os agentes de Balneário Camboriú passaram dois dias de treinamento com a SWAT do BSO, unidade especializada em ocorrências de alto risco. O contato direto com técnicas, procedimentos e protocolos proporcionou uma imersão em métodos que exigem preparo técnico elevado, integração entre agentes e tomada de decisão sob pressão.
Os guardas também tiveram acesso à estrutura de treinamento do BSO, com ambientes destinados a exercícios de mitigação de ameaças, buscas táticas em edificações e treinamento de combate.
A experiência nos EUA foi diretamente relacionada ao contexto local por integrantes da comitiva. O GM Rebello conectou o treinamento à necessidade de proteger a rede escolar do município.
"Nós somos uma cidade com uma rede de ensino extensa e, há poucos anos, tivemos na região um ataque em escola, que dizimou a vida de crianças. Nesse treinamento nos Estados Unidos, fomos buscar conhecimento para aprender com eles, que são referências, sobre como prevenir e combater esse tipo de ameaça", afirmou.
O perfil turístico de Balneário Camboriú também esteve presente nas discussões. A capacitação em controle de multidões e policiamento de grandes eventos foi considerada estratégica para um município que recebe mais de um milhão de pessoas na temporada de verão. Os agentes tiveram contato direto com a Unidade Especial de Controle de Multidão do BSO, referência em operações de grande escala.
Na área de Atendimento Pré-Hospitalar Tático, o GM Adriano, operador da ROMU e instrutor da especialidade, explica que os fundamentos já eram conhecidos, mas o intercâmbio elevou o nível de execução.
"Os protocolos não mudam, os mesmos utilizados no Brasil são utilizados lá. Porém, com os operadores da BSO, aperfeiçoamos com técnicas e táticas, com treinamento constante de aplicação de torniquete, compressão de feridas, descompressão torácica, entre outros, nos preparando para agora repassar as mesmas técnicas aos nossos guardas municipais", enfatizou.
A parceria com o BSO, viabilizada também pelo policial brasileiro Marcus Pasetti, que atua como sub-xerife do condado e é um dos responsáveis pela aproximação entre as instituições.
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