Mensagens e áudios descrevendo supostas tentativas de sequestro de crianças e adolescentes tomaram os grupos de WhatsApp de Brusque e geraram preocupação generalizada entre moradores, pais e professores nos últimos dias.
Foto: Ilustrativa
Os relatos falam em uma quadrilha que atuaria no município com o objetivo de subtrair adolescentes mas, até o momento, a Polícia Civil não confirmou nenhum dos casos que circulam nas redes.
Entre os episódios mais compartilhados está o relato de uma mãe que, por meio de um áudio de WhatsApp, descreveu uma suposta tentativa de sequestro do filho dentro de uma loja no Centro de Brusque, no último sábado, 3 de outubro. A mensagem se espalhou rapidamente e reforçou o clima de alerta na cidade.
Foto: O Município Brusque/Reprodução
Outro relato que circulou menciona um suposto episódio ocorrido em um bairro da cidade no dia 24 de setembro. Esse é o único caso com boletim de ocorrência registrado formalmente na Polícia Civil e segue sob apuração.
Os demais relatos, segundo as autoridades, são genéricos e carecem de informações concretas, descrições vagas de algo que teria acontecido "no estacionamento de algum lugar", sem datas, locais ou vítimas identificadas.
Desde as primeiras horas desta terça-feira, 6, a Polícia Civil recebeu diversas ligações de pais e moradores preocupados com as mensagens. Todos os relatos foram concentrados na Delegacia de Investigação Criminal (DIC), que passou a analisar cada um dos casos individualmente.
O episódio da loja foi o primeiro a ser descartado. Após análise das imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, o delegado titular da DIC, Fernando Farias, confirmou que não houve crime. As gravações mostraram que um segurança da loja abordou a criança, que circulava desacompanhada, e a levou até os pais.
Foto: Polícia Civil/Reprodução
"Esse fato é totalmente descartado. Não houve nenhuma tentativa de sequestro dessa criança", declarou Farias.
Quanto à ocorrência de 24 de setembro, a investigação segue em andamento, mas ainda sem confirmação de que o crime realmente aconteceu. Já os demais relatos que circulam nas redes não geraram sequer boletim de ocorrência e, segundo as autoridades, não há elementos suficientes para a apuração.
O delegado regional Fernando de Faveri reforçou o pedido de cautela à população. Para ele, o compartilhamento indiscriminado de mensagens não verificadas é o principal problema.
"A circulação dessas mensagens pode ocasionar pânico generalizado, sem nenhuma comprovação por parte dos órgãos de investigação", afirmou o Delegado Faveri.
A Polícia Civil orienta que situações suspeitas sejam comunicadas diretamente à DIC de Brusque pelos canais oficiais, evitando o repasse de informações sem confirmação em grupos de WhatsApp e redes sociais.
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