A partir das 12h desta quinta-feira,19 de março, caminhoneiros de Santa Catarina devem iniciar oficialmente uma greve de abrangência nacional. O movimento, articulado pelo Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac) e pela Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), deixa claro que a paralisação só será encerrado quando o Governo Federal promover um reajuste na tabela mínima de frete da ANTT com relação ao aumento do diesel.
Foto: Reprodução / SC Todo Dia
A principal queixa da categoria é o descompasso entre o preço do diesel e o valor pago pelo transporte de cargas. Recentemente, a Petrobras anunciou um reajuste de 11,6% no preço do diesel vendido às distribuidoras, aumento que, segundo caminhoneiros, não foi acompanhado de qualquer correção nos fretes. A estimativa do setor é que o reajuste necessário para cobrir os custos gire entre 10% e 12%.
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Além disso, a categoria cobra o acionamento do chamado "gatilho do frete", mecanismo criado após a histórica greve de 2018 que prevê reajustes automáticos nos valores de transporte sempre que há alta no combustível. Segundo os profissionais, o dispositivo simplesmente não vem sendo aplicado pelo governo, sendo esse um dos principais pivôs da paralisação.
Para os moradores e visitantes do litoral centro-norte catarinense, os impactos da paralisação devem ser sentidos já a partir desta quinta-feira, podendo se intensificar caso a greve se prolongue.
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A BR-101, principal via de escoamento de cargas e de circulação de pessoas entre os municípios da região, é o ponto mais sensível. Bloqueios, operações-padrão ou concentrações de caminhões parados nos acostamentos podem gerar congestionamentos expressivos nos trechos que cortam Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, Tijucas e Biguaçu.
Em Tijucas, qualquer redução no fluxo de caminhões em movimento tende a causar um travamento no tráfego de veículos leves. O mesmo vale para o acesso às praias de Porto Belo e Bombinhas, cujas vias de entrada dependem do fluxo normalizado na rodovia federal.
Já em Itapema e Balneário Camboriú, cidades com grande fluxo de veículos entrando e saindo dos municípios, o impacto pode ser duplo: além dos congestionamentos nas vias de acesso, o desabastecimento gradual de combustíveis nos postos locais pode se tornar um risco real caso a greve se estenda por mais de 72 horas.
Motoristas que precisam se deslocar pela região devem ficar atentos às atualizações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e considerar, se possível, antecipar viagens ou utilizar rotas alternativas pelo interior do estado.
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