A Delegacia de Polícia Civil de Itapema emitiu um alerta à população sobre a ocorrência de casos de assédio sexual contra crianças e adolescentes em plataformas de jogos online. A principal preocupação das autoridades recai sobre o Roblox, jogo amplamente utilizado pelo público infantojuvenil, onde ao menos um caso já foi formalmente registrado.
Foto: Divulgação
Segundo a Polícia Civil, adultos têm se infiltrado nessas plataformas utilizando perfis falsos, se passando por crianças para se aproximar das vítimas. Após conquistar a confiança dos menores, os suspeitos passam a assediá-los e, em alguns casos, a solicitar o envio de fotos íntimas, configura como crime no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com as investigações, a abordagem segue um padrão: os criminosos criam avatares e perfis compatíveis com o universo infantil para não levantar suspeitas. A proximidade construída dentro do jogo é então usada como porta de entrada para conversas privadas, onde o assédio efetivamente ocorre.
O delegado responsável pelo caso destacou a gravidade da situação. "Muitos desses criminosos utilizam perfis falsos e se passam por outras crianças para ganhar a confiança das vítimas. É fundamental que os pais acompanhem de perto a atividade dos filhos na internet. Ao menor sinal de abordagem suspeita, a orientação é interromper o contato e procurar a delegacia."
As condutas investigadas se enquadram em crimes previstos no ECA, como aliciar, assediar ou constranger criança ou adolescente com finalidade sexual, infrações que podem resultar em penas de reclusão.
A Delegacia de Itapema orienta que pais e responsáveis acompanhem de forma ativa o uso de jogos e aplicativos pelas crianças, alertando-as para que não conversem com desconhecidos, não compartilhem informações pessoais e desconfiem de perfis que insistam em manter conversas privadas. O diálogo constante sobre segurança na internet é apontado pelas autoridades como uma das principais formas de prevenção.
Diante de qualquer suspeita, a orientação é interromper imediatamente o contato, registrar provas, como capturas de tela das conversas, e procurar a delegacia mais próxima. "A denúncia é fundamental para identificar os autores e evitar novas vítimas", reforçou a corporação.
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