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CAVALO MORTO | Grupo de Operações de Resgate nega responsabilidade pela eutanásia

Órgão afirma que animal tinha tutor e que decisão pela eutanásia partiu de veterinário particular contratado após intervenção da equipe
Por: Bernardo Roa - 29/07/2026 10:00min- Tijucas
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A morte de um cavalo no centro de Tijucas, no último fim de semana, gerou comoção entre moradores e comerciantes da região e levantou questionamentos sobre os protocolos adotados em emergências com animais de grande porte. Após a repercussão do caso, o Grupo de Operações de Resgate (GOR) divulgou nota de esclarecimento detalhando sua atuação.

 

Fotos: Acervo VipSocial

 

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Segundo relatos de testemunhas, o animal apresentava sinais de sofrimento em uma área de grande circulação da cidade. Populares teriam acionado órgãos responsáveis para prestar atendimento, e um profissional do GOR chegou ao local ainda no domingo.

 

 

Moradores afirmaram que a aplicação de qualquer medicação não teria sido autorizada até a chegada de um médico-veterinário, e que o estado do cavalo se agravou enquanto a equipe aguardava esse atendimento. O animal não resistiu e morreu no local; a carcaça só foi retirada horas depois, na tarde de segunda-feira, o que também motivou críticas da comunidade.

 

NOTA DO ÓRGÃO

Em nota divulgada no final da tarde de terça-feira, 28 de julho, o GOR afirmou ter sido acionado por denúncia que informava haver um cavaloagonizando havia várias horas sem atendimento veterinário. No local, a equipe constatou que o animal possuía tutor e que nenhum médico-veterinário havia sido chamado até aquele momento. 

Segundo o órgão, os agentes orientaram o proprietário sobre sua obrigação legal de providenciar atendimento imediato, alertando que a omissão poderia caracterizar maus-tratos.

Somente após a intervenção do GOR o tutor teria contratado um médico-veterinário particular, que avaliou o animal e diagnosticou um quadro grave de síndrome cólical. Após avaliação técnica, tentativa de tratamento e autorização do proprietário, foi realizada a eutanásia para interromper o sofrimento do cavalo.

 

 

O GOR fez questão de reforçar que essa decisão coube exclusivamente ao veterinário contratado pelo tutor, e não à equipe de resgate. O órgão explicou ainda que mantém convênio com o Município de Tijucas para o atendimento de animais errantes vítimas de maus-tratos ou acidentes. Como o equino em questão possuía proprietário, a responsabilidade pela assistência médico-veterinária seria dele, e não do GOR.

Por fim, a nota reforça que todo tutor de animais, seja de pequeno ou grande porte, tem o dever legal de garantir atendimento veterinário sempre que necessário, sob risco de responsabilização administrativa e criminal por omissão.

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