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Chefe de quadrilha de tráfico do Paraná é preso em prédio de luxo em Balneário Camboriú

Chefe do grupo comandava o tráfico à distância e usava entregadores de aplicativo para distribuir drogas disfarçadas
Por: Bernardo Roa - 21/08/2026 16:00min- Balneário Camboriú
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Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) desarticulou na quinta-feira, 20 de agosto, uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas na região do bairro Cajuru, em Curitiba. Ao todo, 11 pessoas foram presas, entre elas o líder do grupo, e um suspeito segue foragido. O chefe da quadrilha foi detido em um prédio de luxo em Balneário Camboriú.

 

Fotos: Polícia Civil do Paraná/Reprodução

 

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A ação cumpriu 24 mandados judiciais, sendo nove ordens de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão domiciliar. As investigações foram realizadas em endereços de Curitiba, Piraquara e São José dos Pinhais, no Paraná, além de Balneário Camboriú. A Justiça autorizou ainda o bloqueio de contas bancárias de até R$ 1 milhão e o sequestro de veículos de luxo vinculados ao grupo.

 

COMANDO À DISTÂNCIA

Segundo o delegado da PCPR Victor Loureiro, o chefe da organização residia em imóveis de alto padrão tanto na capital paranaense quanto no litoral catarinense e, mesmo à distância, mantinha controle sobre o abastecimento, a logística e a movimentação financeira do grupo.

 

 

As investigações tiveram origem em denúncias anônimas e requisições do Ministério Público do Paraná sobre o intenso comércio de drogas na chamada "Rua do Meio", no Cajuru. As apurações revelaram uma estrutura hierarquizada, com gerentes locais nos pontos de venda e foco na comercialização de cocaína e derivados de maconha.

 

LAVAGEM DE DINHEIRO

Para ocultar a origem ilícita dos recursos, a rede criou empresas de fachada registradas em nome de parentes e terceiros. A estrutura contava ainda com operadores dedicados exclusivamente à contabilidade e ao gerenciamento das contas bancárias do grupo.

 

 

Os materiais apreendidos, como documentos, valores e aparelhos eletrônicos, passarão por perícia forense com o objetivo de identificar novos integrantes e patrimônios ainda não rastreados pela investigação.

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