Um fenômeno meteorológico chamado ciclogênese explosiva, conhecido popularmente como ciclone bomba, deve se desenvolver na quinta-feira, 6 de agosto, sobre o norte da Argentina e o Paraguai, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Foto: Metsul/Reprodução
O sistema tende a avançar em direção ao Uruguai e ao litoral do Rio Grande do Sul, carregando condições severas de tempo para o Sul do Brasil.
A ciclogênese explosiva ocorre quando uma área de baixa pressão atmosférica registra uma queda de pressão igual ou superior a 24 hectopascais (hPa) em 24 horas. A título de comparação, uma variação de 24 hPa equivale à variação de pressão sentida ao subir cerca de 200 metros de altitude, diferença que, em escala atmosférica e em menos de 24 horas, representa uma intensificação extremamente agressiva do sistema.
Foto: Redes Sociais/@gabriel_zaparolli
Esse processo ocorre quando há um forte contraste de temperatura entre massas de ar quente e frio, geralmente combinado com ventos em altitude que aceleram a circulação do sistema em superfície.
Quanto mais rápida a queda de pressão, mais intensa se torna a circulação do ciclone, o que eleva proporcionalmente a força dos ventos e a instabilidade atmosférica associada ao sistema.
Em Santa Catarina, a Defesa Civil estadual aponta que a passagem do sistema favorece a formação de temporais com vendavais, descargas elétricas e queda de granizo. O Inmet projeta rajadas de vento entre 60 e 100 km/h para o Sul, a Serra e parte do Oeste, além de volumes de chuva que podem superar 100 mm em 24 horas, índice muito alto e associado a risco de enxurradas e deslizamentos em áreas suscetíveis.
Foto: Divulgação
A queda brusca de temperatura após a passagem do sistema também é característica marcante desse tipo de ciclone. Para a Serra e o Oeste, o Inmet projeta declínio entre 3°C e 5°C já na sexta-feira, 7.
O termo popular traduz a velocidade com que o sistema ganha força. Diferente de ciclones extratropicais convencionais, que se intensificam de forma gradual ao longo de dias, o ciclone bomba atinge força destrutiva em questão de horas, o que reduz o tempo de resposta das autoridades e eleva o risco de danos.
Foto: Prefeitura de Chapecó/Divulgação
É justamente essa rapidez que torna o fenômeno mais perigoso do que sistemas de mesma magnitude, porém de desenvolvimento lento.
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