Um casal foi preso em flagrante por estelionato em Porto Belo após a Polícia Militar identificar que os indivíduos aplicavam golpes pela internet com uma campanha falsa de arrecadação de doações. Oos dois foram encaminhados à delegacia.
Fotos: Redes Sociais/Reprodução
Segundo a corporação, a fraude tinha como base uma criança fictícia que era apresentado nas redes sociais como portador de tumor cerebral e que precisaria de uma cirurgia avaliada em R$ 3 mil. Investigações apontaram que o casal não tem filhos e que a criança exibida nas publicações pertencia a outra família.
As abordagens às vítimas eram feitas por perfis criados em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e WhatsApp. Nas contas, a suspeita se apresentava como mãe do bebê, utilizava fotos de terceiros para compor a imagem de outra mulher e publicava imagens da criança com aparência de internação hospitalar, rodeada de sondas e equipamentos médicos.
As chaves Pix e contas bancárias usadas para receber as doações, no entanto, estavam registradas no nome real da suspeita, o que garantia que os valores caíssem diretamente em sua conta.
Além das doações individuais, o casal operava uma rifa com números vendidos a R$ 20, prometendo um prêmio vinculado à campanha da falsa cirurgia.
Os celulares apreendidos revelaram dezenas de conversas com pessoas de diversas regiões do país. As mensagens seguiam um padrão: a suspeita pedia quantias a partir de R$ 50 para "comprar os remédios do filho", sempre acompanhadas de fotos da criança internada e de mensagens com conteúdo religioso.
Registros recuperados pela polícia mostram que vítimas chegaram a confirmar transferências por Pix após receberem os pedidos.
A equipe do Pelotão de Pronta Resposta foi acionada após denúncias sobre o casal e se deslocou até a praia do bairro Perequê, em Porto Belo. Os dois foram encontrados sentados na areia, com celulares em mãos.
Conforme a PM, o casal demonstrou nervosismo durante a abordagem e tentou se evadir. Um dos aparelhos estava desbloqueado e exibia a foto da criança utilizada nas campanhas. Também foi constatado odor semelhante à maconha.
O suspeito confessou que a campanha era falsa e que o esquema servia para arrecadar dinheiro de vítimas via Pix. Ele também entregou voluntariamente uma porção da substância que carregava consigo.
Foram recolhidos três aparelhos celulares, dois com o homem e um com a mulher, além da droga. Os equipamentos foram apreendidos como prova material com base no artigo 6º do Código de Processo Penal. A polícia ainda está apurando a extensão do golpe, o número total de vítimas e o valor arrecadado pelo casal.
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