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Dívida multimilionária leva famosa revendedora de carros de luxo a negociar com credores

Juiz não concedeu a suspensão e exigiu mais documentos; empresas têm até 19 de novembro para complementar o pedido
Por: Bernardo Roa - 05/11/2026 16:50min- Balneário Camboriú
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Um pedido para suspender cobranças judiciais por 60 dias expôs uma dívida de R$ 156,4 milhões da Bóca Mafra, revendedora de carros de alto luxo de Balneário Camboriú. A empresa busca tempo para negociar com credores e enfrentar a crise financeira.

 

Fotos: Redes Sociais/@bocamafrapremium/Reprodução

 

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O requerimento foi apresentado à Justiça em conjunto com a Mafra Administradora de Bens Ltda., ligada à gestão de imóveis. As duas empresas afirmam que já iniciaram uma mediação com os credores e querem evitar que ações de cobrança e outras medidas judiciais comprometam as conversas.

 

CRISE FINANCEIRA E RISCO PARA A OPERAÇÃO

Segundo as empresas, as dificuldades vieram da queda nas vendas, do aumento da concorrência e da alta nas taxas de juros. Elas também apontam o comprometimento do capital de giro, a redução das margens de lucro e os altos custos para manter estoques. De acordo com as requerentes, esse cenário afetou a capacidade de pagar as obrigações e colocou em risco a continuidade das atividades.

Um dos casos que mais preocupam envolve 22 veículos que, somados, estão avaliados em R$ 25 milhões. Eles são alvo de uma ação de busca e apreensão movida por empresas na Justiça de São Paulo. A Bóca Mafra e a administradora pediram que a medida fosse suspensa durante as negociações.

 

COMO A DÍVIDA SE DIVIDE

Do total informado à Justiça, R$ 81,1 milhões correspondem a dívidas classificadas como concursais e R$ 75,3 milhões a extraconcursais. Na prática, nem todos os débitos podem ser incluídos em uma eventual recuperação judicial ou ter a cobrança suspensa.

 

 

JUSTIÇA PEDIU MAIS DOCUMENTOS

Neste primeiro momento, a Justiça não concedeu a suspensão das cobranças. Em decisão publicada em 4 de novembro, o juiz responsável pelo caso apontou que faltam documentos e informações para analisar o pedido.

As duas empresas têm até 19 de novembro para complementar a documentação, e depois disso o pedido volta para análise. Até agora, não houve autorização para suspender as cobranças nem decisão sobre uma eventual recuperação judicial.

 

O QUE DIZ A REVENDEDORA

Em nota, a Bóca Mafra afirmou que enfrenta o momento com seriedade e transparência, priorizando um acordo com os credores. A empresa explicou que um eventual pedido de recuperação judicial dependerá do resultado da mediação.

A revendedora também disse que divergências comerciais estão sendo discutidas na Justiça e que poderá adotar outras medidas judiciais caso as negociações não avancem. Por fim, afirmou que continua trabalhando em busca de uma solução responsável.

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