No final de tarde de terça-feira, 11 de agosto, agentes da Polícia Militar foram acionados à Escola Deputado Walter Vicente Gomes, no bairro Praça, em Tijucas, após rumores de que um pai havia tentado invadir o local para reivindicar atendimento da direção sobre uma suposta agressão sofrida pela filha.
A presença da viatura em frente ao portão foi suficiente para que versões mais graves do episódio se espalhassem pelas redes sociais, entre elas, a de que o homem teria tentado pular o muro para atacar uma criança. A Polícia Militar, a direção da escola, a prefeitura e o próprio pai negaram que isso tenha acontecido.
Conforme relatou ao Jornal Razão, o homem afirmou ter sido informado pela ex-companheira de que a filha havia sido agredida por um colega na escola. Segundo ele, a menina teria levado um chute nas partes íntimas e já teria sido agredida pelo mesmo aluno em outra ocasião, quando teria recebido uma sandália no rosto.
Foto: TopElegance/Reprodução
Na escola, disse ter pedido que a diretora fosse chamada, mas foi informado de que ela não poderia atendê-lo durante o recreio. O pai afirmou que permaneceria no local até conseguir conversar com a gestora. Minutos depois, a ex-companheira chegou e informou que a direção acionaria a polícia caso ele não saísse. Ele então deixou a escola.
O homem negou ter ameaçado alguém ou tentado invadir o local e afirmou que apenas buscava uma resposta da escola sobre o caso envolvendo a filha.
A diretora confirmou uma desavença entre duas alunas e disse que as famílias foram chamadas no mesmo dia. Segundo ela, o pai retornou à escola nervoso, mas não foi atendido naquele momento por causa do recreio. Qualquer tentativa de invasão foi negada.
Ela também afirmou que ninguém da gestão ou do quadro de funcionários acionou qualquer veículo de imprensa. Sobre a proporção que o caso tomou, atribuiu o fenômeno à distorção do relato passado de boca em boca.
O prefeito de Tijucas gravou um vídeo sobre o episódio adotando tom firme, mas também descartando a versão que circulava nas redes. Ele afirmou que a tentativa de um adulto entrar na escola para tirar satisfação com um aluno foi barrada pela vigilância e pela direção, que acionaram a polícia. Ao mesmo tempo, negou qualquer tentativa de invasão.
Maickon Sgrott disse ter conversado com a direção da escola, com a secretaria municipal e com a Polícia Militar antes de gravar o vídeo. "Lá está tudo em ordem e tudo seguro. Continuamos com os dias letivos na normalidade", declarou.
Enquanto as versões se acumulavam nas redes sociais, pais e responsáveis passaram a cobrar explicações publicamente. O Portal TopElegance registrou a fala de uma mãe indignada, que afirmou não levaria mais o filho à escola enquanto não houvesse um posicionamento oficial. Parte das famílias relatou temor com a movimentação, especialmente por coincidir com o horário próximo à saída dos alunos.
A direção da escola reforça que as aulas seguirão normalmente e que a situação entre as alunas está sendo tratada com as famílias envolvidas. A Polícia Militar registrou o atendimento e não efetuou nenhuma prisão.
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