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Esquema de falsas vagas de trabalho é desmontado em operação policial

Suspeitas simulavam processos seletivos para capturar biometria facial de candidatos e facilitar golpes financeiros
Por: Bernardo Roa - 20/07/2026 13:30min- Balneário Camboriú
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A aplicação de um golpe que utilizava falsas entrevistas de emprego para obter dados biométricos de vítimas terminou com a prisão em flagrante de duas mulheres em Balneário Camboriú. As suspeitas, de 31 e 34 anos, são investigadas por integrar uma associação criminosa especializada nesse tipo de fraude e foram detidas pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Central de Plantão Policial (CPP).

 

Foto: PCSC/Reprodução

 

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Naturais de Curitiba (PR), as investigadas teriam se deslocado até o município exclusivamente para executar os crimes. No momento da abordagem, elas apresentavam documentos falsificados e identidades adulteradas.

 

GOLPE SIMULAVA PROCESSO SELETIVO

Segundo a Polícia Civil, o grupo abordava vítimas por meio de mensagens enviadas via WhatsApp, oferecendo supostas oportunidades de emprego. Para dar credibilidade à fraude, as suspeitas alugavam salas em espaços de coworking, onde montavam uma estrutura semelhante à de um processo seletivo.

Os candidatos passavam por testes escritos, preenchiam questionários e participavam de avaliações de liderança. Na etapa seguinte, eram informados de que precisariam realizar um cadastro de biometria facial para obter acesso às dependências de grandes construtoras e empresas parceiras da região.

Durante esse procedimento, as investigadas capturavam imagens em alta resolução do rosto das vítimas utilizando um dispositivo eletrônico.

 

ACESSO A CONTAS BANCÁRIAS

De acordo com as investigações, as imagens faciais eram repassadas a outros integrantes da organização criminosa, que conseguiam validar remotamente novos aparelhos celulares vinculados às contas bancárias das vítimas.

Com isso, o grupo burlava os sistemas de segurança das instituições financeiras e obtinha acesso necessário para praticar fraudes bancárias.

 

DESCONFIANÇA LEVOU À PRISÃO

A investigação começou após o proprietário do espaço de coworking desconfiar de inconsistências nos documentos apresentados para a locação da sala.

Diante da suspeita, policiais civis passaram a monitorar o local e realizaram a prisão em flagrante no momento em que uma nova vítima participava do falso processo seletivo.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, notebooks, documentos falsificados e todo o material utilizado para simular as entrevistas, incluindo formulários, provas e outros itens empregados na falsa seleção.

A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar e responsabilizar os demais integrantes da associação criminosa.

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