A filha da vereadora Jade Martins foi levada às pressas ao hospital no último sábado, 20 de junho, após informar ao pai que havia ingerido comprimidos de Novalgina.
Fotos: Instagram/@jademartinsribeiro
O episódio mobilizou a família durante todo o dia e terminou com resultado favorável: a criança foi liberada da observação sem alterações nos exames.
A vereadora havia realizado um implante dentário na sexta-feira, 19, e estava de repouso no fim de semana. O medicamento, uma cartela com dez comprimidos de Novalgina 1g, estava lacrado dentro de uma sacola em cima da mesa.
Na manhã de sábado, o marido de Jade, Eduardo Ribeiro, acordou a esposa perguntando quantos comprimidos havia na cartela. Luiza havia aberto a embalagem e dito ao pai que os havia ingerido. "Não preciso nem dizer pra vocês o desespero que foi. Não sentia minhas pernas, só pensava em correr para o hospital o quanto antes", relatou a vereadora em suas redes sociais.
Com a gravidade do relato, a família entrou diretamente para a enfermaria. O Centro Toxicológico foi acionado para adequar o protocolo de atendimento, e a equipe médica realizou coleta de sangue e eletrocardiograma.
Devido ao implante dentário, Jade não pôde permanecer junto à filha durante os procedimentos. Desorientada, desceu as escadas em prantos. Sem vaga no estacionamento, decidiu voltar para casa.
Em casa, um pressentimento a guiou. "Algo dentro de mim dizia que não era possível ela ter comido algo tão amargo", contou. Ao localizar a cartela, encontrou nove dos dez comprimidos intactos e um fragmento do que seria o último.
Jade ligou imediatamente para o marido e retornou ao hospital com a informação de que, na pior das hipóteses, a dose ingerida seria inferior a 1 grama. Luiza foi liberada da observação com todos os exames sem alterações.
O pedaço restante do comprimido foi encontrado posteriormente pois havia sido ingerido por Shy, o cão da família, que acabou vomitando o medicamento.
Ao encerrar o relato nas redes sociais, Jade direcionou um agradecimento à equipe médica e deixou um aviso direto: não deixar medicamentos ao alcance de crianças, mesmo que estejam lacrados ou dentro de uma sacola.
A vereadora também pontuou que a dificuldade de comunicação da filha, característica do autismo, foi determinante para que o episódio se tornasse uma emergência. "Essa é a realidade do autismo, a dificuldade de comunicação fez com que ela não conseguisse dizer onde estavam os comprimidos", escreveu.
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