A região da Grande Florianópolis pode ganhar uma nova alternativa de transporte público em um futuro não tão distante. O Governo de Santa Catarina está articulando com municípios da região um projeto piloto de transporte aquaviário intermunicipal, que prevê rotas ligando o continente ao Centro de Florianópolis pela água.
Fotos: Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias/Reprodução
O plano preliminar da Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF) prevê dois eixos de navegação ligando o continente ao Centro de Florianópolis. No eixo norte, a proposta é que as embarcações partam de Biguaçu, com a possibilidade de parada em São José antes de chegar à capital. No eixo sul, a rota sairia de Palhoça, também com parada opcional em São José.
Além de Biguaçu, já aconteceram reuniões com os prefeitos de Palhoça e Florianópolis. O encontro com São José ainda não foi realizado. Participaramm dos encontros, além da SPAF, representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Superintendência de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas de SC (Sudesc).
Nas visitas aos municípios, o Estado apresentou o planejamento do projeto e colheu percepções locais sobre rotas, locais para a instalação de terminais de passageiros e compartilhamento de dados. A proposta é formalizar acordos de cooperação com cada prefeitura para avançar nas etapas seguintes, que incluem projetos, licenças, construção e operação.
"Sabemos que os municípios podem contribuir diretamente para o desenvolvimento desse projeto. Alguns deles têm as suas próprias propostas e acreditamos que juntos podemos construir uma solução para melhorar a mobilidade na Grande Florianópolis", disse o secretário da SPAF, Ivan Amaral, ao afirmar que a iniciativa parte de uma determinação do governador Jorginho Mello.
Na primeira fase, o transporte será exclusivo para pedestres e ciclistas, com foco na melhoria do transporte público. As passagens serão subsidiadas pelo Governo do Estado para garantir tarifas acessíveis à população.
Após a definição dos terrenos e rotas, o projeto deverá determinar o modelo de embarcação a ser utilizada, os sistemas tecnológicos necessários e o modelo de contratação do operador do serviço. A SPAF também está buscando referências em outros estados. "Nós também estamos buscando exemplos pelo Brasil, de operações que vêm dando certo, para entender como podemos formatar o nosso projeto", completou Amaral.
Para conduzir o projeto, a SPAF instituiu um Grupo de Trabalho com representantes das Secretarias de Infraestrutura, Fazenda, Meio Ambiente, Planejamento e Casa Civil, além da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), da PGE e da Sudesc.
O objetivo do projeto vai além da mobilidade urbana. Segundo o secretário, a proposta também busca coletar dados para subsidiar futuras concessões e fomentar a cultura náutica e o turismo em Santa Catarina.
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