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Investigação revela organização criminosa que usava servidores para introduzir drogas e celulares em presídio

Agente público e vigilante terceirizado foram afastados por 90 dias após suspeita de facilitação de entrada de materiais proibidos
Por: Bernardo Roa - 18/09/2026 11:00min- Biguaçu
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Uma organização criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional de Santa Catarina foi alvo de uma operação nesta sexta-feira, 18 de setembro, pelo Ministério Público estadual. A ação apurou o ingresso clandestino de drogas, celulares e outros itens proibidos no Complexo Penitenciário de Florianópolis, além de ter colocado sob investigação um agente público e um vigilante terceirizado que trabalhavam na unidade.

 

Fotos: Ministério Público/Reprodução

 

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Batizada de "Linha Oculta", a ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Florianópolis e Biguaçu, todos expedidos pela Vara Regional de Garantias da Capital.

 

 

As apurações apontam para uma estrutura organizada voltada à distribuição de drogas, aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos de uso proibido no ambiente carcerário, com foco em detentos vinculados à organização investigada. Segundo os elementos colhidos até o momento, o grupo contaria com colaboradores infiltrados na própria unidade prisional.

 

 

Um agente público e um vigilante terceirizado estão sendo investigados por supostamente facilitar o acesso dos materiais ilícitos ao complexo penitenciário em troca de vantagens financeiras.

Todo o material recolhido durante as buscas foi encaminhado à Polícia Científica para realização de perícia e posterior análise pelas equipes responsáveis pela investigação. A decisão judicial também determinou o afastamento cautelar de ambos os investigados pelo prazo de 90 dias.

 

 

A investigação tramita sob sigilo e novas informações deverão ser divulgadas pelo MP assim que houver autorização judicial para publicidade dos autos.

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