Suspeito de estupro e violência contra diversas mulheres, Vinicius Roig, 47 anos, foi preso preventivamente em Balneário Camboriú na quinta-feira, 30 de julho, por agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Foto: G1/Reprodução
Natural de Torres (RS), onde mora, ele atua como tatuador, corretor de imóveis e músico. A prisão foi realizada em um apartamento alugado por aplicativo e ocorreu sem resistência.
Além da suspeita de estupro, a investigação reúne um conjunto amplo de denúncias envolvendo violência física, sexual e psicológica, perseguição, ameaças e humilhações. Conforme a Polícia Civil gaúcha, Vinicius aparece como suspeito em 19 ocorrências registradas nos últimos dois anos em quatro municípios gaúchos, nas cidades de Torres, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e Cachoeirinha.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul já apresentou três denúncias criminais contra o investigado por fatos ocorridos em Torres e Sapucaia do Sul.
Os processos aguardam análise do Poder Judiciário. A prisão preventiva foi solicitada pelo MP diante da gravidade dos fatos, do volume de elementos reunidos e da necessidade de proteger as vítimas, evitar novos episódios de violência e garantir o andamento das investigações.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul já apresentou três denúncias criminais contra o investigado. A primeira refere-se a um episódio de julho de 2025, quando ele teria ameaçado uma ex-companheira e arremessado pedras contra o prédio onde ela morava, danificando vidraças. Segundo a acusação, também teria ameaçado matar a mulher e qualquer outro homem que estivesse com ela.
As outras duas denúncias envolvem violência psicológica, baseada em sucessivos episódios de humilhação, além do descumprimento de medidas protetivas de urgência, perseguição (stalking) e um novo caso de violência psicológica.
O caso ganhou repercussão após uma professora de Torres publicar nas redes sociais um relato sobre as violências que afirma ter sofrido durante um relacionamento com o suspeito. A divulgação incentivou outras mulheres a procurarem as autoridades e compartilharem experiências semelhantes.
Com a repercussão, uma página criada para reunir depoimentos recebeu relatos de outras mulheres, algumas sobre fatos ocorridos há vários anos. As informações passaram a ser reunidas pela Central de Atendimento às Vítimas do Ministério Público do Rio Grande do Sul para auxiliar nas investigações.
A Polícia Civil segue investigando a suspeita de estupro envolvendo a última ex-companheira de Vinicius Roig, além de ouvir vítimas e reunir provas relacionadas aos demais relatos.
Nas redes sociais, o investigado afirmou que parte das acusações foi distorcida ou retirada de contexto. Ele registrou ocorrência por calúnia, pediu à Justiça a remoção da página que reúne os depoimentos, mas teve o pedido liminar negado. As investigações continuam com acompanhamento do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
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