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Júri de Brusque condena réu a mais de 19 anos por homicídio com descarte de corpo no rio

Alessandro Silva, de 18 anos, foi assassinado em emboscada após revelar ligação com grupo rival em loja de conveniência
Por: Bernardo Roa - 17/07/2026 17:00min- Brusque
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Um réu foi condenado nesta sexta-feira, 17 de julho, pelo Tribunal do Júri de Brusque à pena de 19 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato de Alessandro Santos Silva, de 18 anos.

 

Foto: Tribunal do Júri de Brusque/Divulgação

 

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O crime, motivado por conflito entre facções criminosas rivais, ocorreu em agosto de 2023 e teve o corpo da vítima descartado no rio Itajaí-Mirim. O réu foi responsabilizado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Além da pena privativa de liberdade, a Justiça aplicou multa e manteve o acusado preso. 

Outros envolvidos no caso já haviam sido condenados em junho de 2025, com penas que variam entre 25 e 35 anos de prisão, incluindo os agravantes de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e participação em organização criminosa armada.

 

A NOITE DO CRIME

O homicídio aconteceu na noite de 5 de agosto de 2023, na rua Guilherme Steffen, no bairro São Luiz. Alessandro e um amigo consumiam bebidas alcoólicas em uma loja de conveniência.

 

Foto: Reprodução

 

Segundo a acusação, a vítima, que já estava sob efeito do álcool, revelou ter integrado uma facção criminosa na Bahia antes de se mudar para Brusque. Durante a conversa, citou nomes de membros de uma organização rival da que frequentava o estabelecimento.

Um funcionário da loja, que também era integrante da facção, gravou áudios com as declarações e os enviou à liderança do grupo. Em seguida, articulou uma emboscada com outros três suspeitos, dois homens e uma mulher. Um deles era proprietário do veículo utilizado no crime e estava armado. Ao saírem da conveniência, o grupo se encontrou com mais um integrante da organização criminosa.

 

A INVASÃO E O DESAPARECIMENTO

Enquanto a mulher permaneceu no térreo do prédio, os quatro homens subiram ao apartamento onde Alessandro morava, arrombaram a porta, invadiram o imóvel e o espancaram até que ele perdesse a consciência. A vítima foi jogada escada abaixo, recolhida na calçada e colocada no porta-malas do carro.

O funcionário da conveniência ficou para trás com a missão de limpar o rastro de sangue nas escadas. Os demais deixaram o local com a vítima ainda com vida.

 

MORTE E DESCARTE DO CORPO

De acordo com a denúncia, o grupo levou Alessandro a um local não identificado. Lá, um dos envolvidos desferiu um golpe na cabeça da vítima, acreditando que ela já estava morta. O corpo foi então lançado no rio Itajaí-Mirim.

No dia seguinte, familiares que buscavam pela vítima ligaram para o seu celular. Um homem não identificado atendeu, ameaçou os parentes e confirmou que Alessandro havia sido morto. O corpo foi localizado em 12 de agosto de 2023, no rio Itajaí-Mirim, em Ilhota. A perícia apontou asfixia por afogamento como causa da morte e constatou lesão na cabeça da vítima.

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