Um réu foi condenado nesta sexta-feira, 17 de julho, pelo Tribunal do Júri de Brusque à pena de 19 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato de Alessandro Santos Silva, de 18 anos.
Foto: Tribunal do Júri de Brusque/Divulgação
O crime, motivado por conflito entre facções criminosas rivais, ocorreu em agosto de 2023 e teve o corpo da vítima descartado no rio Itajaí-Mirim. O réu foi responsabilizado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Além da pena privativa de liberdade, a Justiça aplicou multa e manteve o acusado preso.
Outros envolvidos no caso já haviam sido condenados em junho de 2025, com penas que variam entre 25 e 35 anos de prisão, incluindo os agravantes de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e participação em organização criminosa armada.
O homicídio aconteceu na noite de 5 de agosto de 2023, na rua Guilherme Steffen, no bairro São Luiz. Alessandro e um amigo consumiam bebidas alcoólicas em uma loja de conveniência.
Foto: Reprodução
Segundo a acusação, a vítima, que já estava sob efeito do álcool, revelou ter integrado uma facção criminosa na Bahia antes de se mudar para Brusque. Durante a conversa, citou nomes de membros de uma organização rival da que frequentava o estabelecimento.
Um funcionário da loja, que também era integrante da facção, gravou áudios com as declarações e os enviou à liderança do grupo. Em seguida, articulou uma emboscada com outros três suspeitos, dois homens e uma mulher. Um deles era proprietário do veículo utilizado no crime e estava armado. Ao saírem da conveniência, o grupo se encontrou com mais um integrante da organização criminosa.
Enquanto a mulher permaneceu no térreo do prédio, os quatro homens subiram ao apartamento onde Alessandro morava, arrombaram a porta, invadiram o imóvel e o espancaram até que ele perdesse a consciência. A vítima foi jogada escada abaixo, recolhida na calçada e colocada no porta-malas do carro.
O funcionário da conveniência ficou para trás com a missão de limpar o rastro de sangue nas escadas. Os demais deixaram o local com a vítima ainda com vida.
De acordo com a denúncia, o grupo levou Alessandro a um local não identificado. Lá, um dos envolvidos desferiu um golpe na cabeça da vítima, acreditando que ela já estava morta. O corpo foi então lançado no rio Itajaí-Mirim.
No dia seguinte, familiares que buscavam pela vítima ligaram para o seu celular. Um homem não identificado atendeu, ameaçou os parentes e confirmou que Alessandro havia sido morto. O corpo foi localizado em 12 de agosto de 2023, no rio Itajaí-Mirim, em Ilhota. A perícia apontou asfixia por afogamento como causa da morte e constatou lesão na cabeça da vítima.
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