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Médico e advogada são alvos de operação por fraude em documentos que beneficiavam detentos do Complexo de Itajaí

Investigação aponta que os atestados médicos falsos eram usados para retirar líderes do crime do sistema prisional em Santa Catarina
Por: Bernardo Roa - 05/05/2026 10:19min- Balneário Camboriú
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Uma operação policial deflagrada na manhã desta terça-feira, 5 de maio, em Santa Catarina e no Paraná desarticulou um esquema de emissão fraudulenta de atestados médicos utilizados para obter prisão domiciliar em favor de detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí. A ação, batizada de "Efeito Colateral", é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio a investigação da 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itajaí.

 

Fotos: MPSC/Reprodução


 

Sobre a operação

Foram cumpridos quatro mandados de prisão e 35 mandados de busca e apreensão em nove municípios catarinenses, sendo eles Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Barra Velha, Gaspar, Navegantes, Joinville, Itapema e Porto Belo, além de Pinhais e Pontal do Paraná, no Paraná. Durante uma das abordagens, um dos alvos reagiu com disparos de arma de fogo, atingido um dos policiais militar que atuavam em apoio à operação. O agente precisou receber atendimento imediato do Corpo de Bombeiros e está em estado estável após ser encaminhado ao hospital.

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Esquema dos atestados

As investigações apontam que uma advogada atuava em conjunto com um médico para a emissão de atestados com informações falsas, simulando comorbidades graves e inexistentes. Os documentos eram então utilizados para fundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar junto ao Poder Judiciário. As evidências analisadas pelo GAECO incluem imagens de atestados, exames e receituários, além de trocas de mensagens entre os investigados com tratativas sobre a elaboração de diagnósticos fictícios destinados a processos judiciais.

 

 

O perfil dos beneficiados reforça a gravidade do esquema: na maioria dos casos, os presos que obtiveram prisão domiciliar por meio dos documentos fraudulentos eram lideranças de organizações criminosas. Uma vez fora do sistema penitenciário, parte deles rompeu a tornozeleira eletrônica e está atualmente foragida, evidenciando o impacto direto da fraude na segurança pública.

 


 

As buscas e a perícia

A Vara Estadual de Organizações Criminosas deferiu os mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais dos investigados. O objetivo é recolher documentos, equipamentos eletrônicos e mídias que possam comprovar a materialidade dos fatos, identificar os autores e apurar eventual participação de terceiros.

 

 

Os dispositivos apreendidos serão submetidos a perícia especializada para extração e análise de dados, cujos resultados alimentarão o prosseguimento das investigações. O procedimento tramita sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas conforme os autos se tornarem públicos.

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