Um médico reagiu com disparos de arma de fogo à abordagem de agentes do Ministério Público durante o cumprimento de mandados judiciais em Camboriú e passou a responder criminalmente por tentativa de homicídio qualificado.
Foto: Guararema News/Reprodução
A prisão preventiva de Marcelo Marques Costa foi decretada pela Justiça após ação do Ministério Público (MPSC), e ele está recolhido no Presídio Regional de Itajaí.
O caso tem origem nos desdobramentos da Operação Efeito Colateral, deflagrada para investigar um suposto esquema de emissão de atestados médicos falsos em benefício de detentos do Complexo Penitenciário da Canhanduba.
Os documentos fraudulentos teriam sido utilizados para viabilizar pedidos de prisão domiciliar a presos ligados a organizações criminosas.
Fotos: MPSC/Reprodução
Segundo a denúncia apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça de Camboriú, o médico reagiu à chegada das equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e efetuou múltiplos disparos contra os agentes mesmo após a identificação policial. Um policial militar foi atingido.
O MPSC sustenta que o investigado utilizou uma pistola calibre .38 e assumiu o risco de causar a morte da vítima. O crime não se consumou porque o agente recebeu atendimento médico rapidamente após ser baleado. O militar segue em recuperação, com quadro de saúde estável.
O Ministério Público destaca ainda que os disparos colocaram em risco outras pessoas presentes na residência no momento da ação, incluindo familiares do próprio investigado. A reação, segundo a acusação, teve como objetivo impedir a prisão e evitar a apreensão de provas vinculadas à investigação.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam um conjunto significativo de armamento: uma pistola calibre .38, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre .12 e munições de diversos calibres, incluindo de uso restrito às Forças Armadas e órgãos de segurança.
Além da tentativa de homicídio qualificado, Marcelo Marques Costa responde pelos crimes de resistência, posse e porte ilegal de armas de fogo, e por impedir ou embaraçar investigação relacionada à atuação de organização criminosa armada. O Ministério Público pediu que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Preencha todos os campos obrigatórios.
No momento não conseguimos enviar seu e-mail, você pode mandar mensagem diretamente para comercial@vipsocial.com.br.
Preencha todos os campos obrigatórios.
Contato enviado com sucesso, em breve retornamos.
Você será redirecionado em alguns segundos!
Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.
Li e aceito os termos.