Uma operação policial deflagrada nesta terça-feira, 16 de junho, contra uma facção criminosa baiana resultou na morte de um suspeito em Itapema. Batizada de Operação Gênesis, a ação é coordenada pela Polícia Civil da Bahia e está sendo realizada simultaneamente em três estados, sendo eles Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Até o momento, 16 pessoas haviam sido presas e dois suspeitos morreram em confrontos com as forças de segurança.
Fotos: Reprodução
O homem morto em Itapema era um dos alvos da investigação e, segundo a Polícia Civil, integrava a organização criminosa. Ele teria deixado a Bahia e passado a atuar no litoral catarinense, onde a facção mantém estruturas de apoio.
A Operação Gênesis tem como alvo a facção conhecida como "Tropa do Cote” , também chamada de "Tropa do CF". O grupo é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil da Bahia e está associado a pelo menos 15 homicídios cometidos entre 2025 e 2026 no estado baiano.
Além dos assassinatos, a organização responde por tráfico de drogas, domínio territorial armado e outros crimes violentos. De acordo com as investigações, a facção mantinha um sistema paralelo de controle sobre comunidades de Salvador, utilizava armamento de grosso calibre para intimidar moradores, dificultar a atuação policial e atacar grupos rivais.
Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador e nos municípios baianos de Lauro de Freitas e Retirolândia, além das cidades de Nova Iguaçu e Macaé, no Rio de Janeiro, e de Itapema e Camboriú, em Santa Catarina.
Entre os alvos estão lideranças da organização, pessoas responsáveis pela movimentação financeira do grupo e integrantes apontados como executores de crimes violentos. A Polícia Civil aponta que parte dos membros da facção migrou para cidades do litoral catarinense nos últimos anos, onde passaram a se estabelecer.
A ação desta terça-feira é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas na Operação Saigon, realizada em setembro de 2023 contra o mesmo grupo criminoso. Mesmo após ações anteriores atingirem integrantes considerados estratégicos, a facção passou por um processo de reorganização interna, motivando uma nova ofensiva por parte dos agentes de segurança.
As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros integrantes da organização e mapear possíveis ramificações do grupo em diferentes estados do país.
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