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Menores envolvidos em crimes são soltos por falta de vagas

Lei prevê internamento provisório de cinco dias em alas especiais
Por: Luiz Jr - 24/07/2014 09:14min - Atualizado em 24/07/2014 09:14min
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A criminalidade desenfreada praticada por menores na região tem colocado polícia militar e promotoria em lados opostos em uma briga por mais segurança. Somente na semana passada cerca de 5 adolescentes envolvidos em crimes ficaram menos de um dia na delegacia de Tijucas, devido a falta de espaços.

A lei prevê o internamento provisório por apenas cinco dias, mas em alas especiais dentro das delegacias, caso isso não seja possível, o menor tem que ser liberado. E é exatamente isso que tem ocorrido com frequência.

Para a sociedade, que vive à mercê dessa situação, o assunto é de difícil entendimento. A superlotação em centros socioeducativos não tem permitido que esses infratores possam permanecer detidos e muitos deles, deixam claro aos policiais que logo estarão nas ruas.

 

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Foto: Luiz Jr/VipSocial

 

Em um dos casos, acompanhados pela equipe de reportagem, quatro menores foram detidos com crack e maconha. Após serem encaminhados a delegacia, a promotoria teve que soltar os adolescentes.

Em um outro caso, um jovem foi detido com uma arma de fogo no momento em que iria assaltar um entregador de lanche, mas, também voltou as ruas depois de ficar por menos de 24h na delegacia.

A situação crítica está longe de ter uma solução. Para os promotores de Tijucas, Dr. Fred Anderson Vicente, da vara da infância e do adolescente, e Dr. Luiz Mauro Franzoni Cordeiro, da vara criminal, quando a denúncia chega ao ministério público, é feita uma varredura em vagas nos centros de internação, porém, apenas Itajaí está apta a receber jovens da região, e existe uma grande demanda. “O que as pessoas não sabem é que mesmo sendo liberado, ele será reapresentado e automaticamente feito o pedido de internação, mas não está fácil conseguir essas vagas”, diz Dr.. Fred.

Do outro lado a polícia vem enfrentando a dura realidade, mesmo com falta de efetivo, tentar tirar das ruas os envolvidos em crimes, nesse caso, quase que 50%, menores. O desafio se torna maior, quando a maioria desses suspeitos já são conhecidos do meio policial e mesmo assim são beneficiados pela lei.

A discussão é apenas um capítulo a parte da onda de violência que assusta os moradores. Em alguns casos, as próprias vítimas estão partindo para a “justiça com as próprias mãos”. Esta semana, dois casos foram registrados no Vale, um em Tijucas e outro em São João Batista, onde moradores conseguiram deter os ladrões, e, um deles, menor.

 

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