Um arranha-céu de 50 andares pode mudar a paisagem do Litoral Norte de Santa Catarina. O Messias Sky Tower, empreendimento planejado para a orla do bairro Meia Praia, em Itapema, obteve licença ambiental provisória no início deste mês, segundo a Construtora Dallagassa. O projeto prevê apartamentos de alto padrão e uma estrutura incomum no mercado imobiliário brasileiro: garagem para embarcações dos próprios moradores.
Foto: Divulgação
O nome do empreendimento e a presença de Jair Renan Bolsonaro, vereador eleito por Balneário Camboriú, e de Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, no evento de apresentação realizado em outubro do ano passado, alimentaram a associação do projeto com o ex-presidente Jair Bolsonaro{/mark]. Os advogados da construtora, porém, negam qualquer vínculo oficial com o ex-chefe de Estado.
Atrito com corretores coloca projeto em xeque
O caminho até a acquisição da licença não foi tranquilo. Um desentendimento entre a Dallagassa e corretores imobiliários do Litoral Norte catarinense gerou tensão em torno do avanço do empreendimento. O evento de outubro, realizado para convidados, teria alimentado a expectativa de um pré-lançamento iminente, que não se confirmou.
Foto: Redes Sociais/ Divulgação
Os advogados da construtora rejeitam essa interpretação. Segundo eles, a empresa não anunciaria unidades à venda sem ter em mãos toda a documentação necessária, incluindo a licença ambiental e o contrato de permuta dos três terrenos onde a torre deve ser construída. Com a licença emitida e a permuta assinada, a construtora diz que o impasse foi superado.
Agora, a construtora planeja convocar todos os envolvidos para uma reunião que deve ser decisiva. Dois pontos concentram as atenções: o realinhamento de expectativas com os corretores e a definição do posicionamento de mercado do empreendimento. Entre as questões em aberto está até mesmo a manutenção do nome Messias Sky Tower.
Foto: Sergio Lima / AFP
Isso porque, desde a apresentação do projeto, o cenário em torno de Jair Bolsonaro mudou de forma significativa. O ex-presidente foi preso preventivamente, chegando a cumprir parte da detenção no presídio da Papudinha, antes de obter o direito à prisão domiciliar. A construtora reconhece que esse contexto pode gerar alguma reação do mercado e parece querer avaliar esse risco antes de bater o martelo.
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