Atualizado às 08h01min
As três mortes registradas em Santa Catarina pela gripe A foram causadas por vírus contraídos no próprio território catarinense. A confirmação foi feita nesta terça-feira pelo diretor da Vigilância Epidemiológica estadual, Luis Antônio Silva.
Nenhum dos pacientes se deslocou no período em que adquiriu a gripe ou teve contato com pessoas de áreas consideradas de risco.
Segundo apuraram os órgãos de saúde, as vítimas de Concórdia, no Oeste do Estado, sequer haviam saído da cidade. O agricultor, que morreu dia 17 de julho, tinha 53 anos e a mulher, que residia na área urbana do município, morreu dia 26 e tinha 29 anos. Os nomes de ambos não foram divulgados.
A vítima de Tubarão, Noemi Souza Martins, tinha 22 anos e morreu dia 22. Noemi morava em Tubarão e dias antes chegou a ir a um casamento no município de Armazém, também no Sul do Estado. Ela estava grávida de seis meses e havia perdido o bebê na semana em que morreu. Os três não teriam tido contato com pessoas contaminadas, segundo revelaram as fichas ambulatoriais.
De acordo com Luis Antônio Silva, neste momento, as circunstâncias em que as vítimas adquiriram a doença não é o mais importante. Isto, porque, de acordo com ele, já se sabia que o vírus circulava no Estado. Para Luis Antônio, o principal agora é orientar as pessoas para que evitem o contágio.
Um dia antes de o agricultor de Concórdia morrer, o Ministério da Saúde confirmou em Brasília que o vírus H1N1 da gripe A estava instalado no Brasil. Até aquele data, estavam confirmadas 11 mortes no país, sendo sete no Rio Grande do Sul, três em São Paulo e um no Rio de Janeiro.
A constatação de que o vírus circulava em território nacional ocorreu depois da análise do caso de uma estudante de 11 anos, de Osasco (SP), que morreu no dia 30 de junho. Autoridades sanitárias brasileiras não conseguiram identificar como a menina contraiu o vírus da gripe A, algo indispensável para que a transmissão continuasse a ser considerada, até então, como limitada.
O total de mortos pela doença chega a 129 no país. Apenas no Paraná, 21 óbitos foram confirmados nesta terça-feira e o Estado passou a ser o terceiro com o maior número. São Paulo e Rio Grande do Sul continuam sendo os Estados com mais registros — 50 e 29, respectivamente.
DIÁRIO CATARINENSE
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