Um menino de 11 anos foi agredido fisicamente por um adulto durante o que deveria ter sido uma tarde de lazer. O caso aconteceu no bairro Bosque da Mata, em Tijucas, enquanto o garoto participava de uma festa de aniversário com amigos.
Segundo relato da família à reportagem, o homem, pai de uma das crianças presentes, reagiu de forma violenta após uma colisão de bicicletas entre o menino, que andava de bicicleta, e a sua filha.
O garoto estava na festa com um grupo de amigos, todos de bicicleta. Em determinado momento, as crianças deixaram o local da comemoração e foram até um parque próximo. Foi ali que o menino acabou colidindo com uma menina de 4 anos. Os pais do garoto afirmaram que o acidente não foi algo intencional.
Foto: Acervo VipSocial
A primeira notícia que receberam veio por telefone. Não sobre a agressão, mas sobre a bicicleta. "Me falaram que era para ir buscar a bicicleta porque o pai da criança tinha pegado ela e falou que era para o responsável resgatar", relatou a mãe do menino.
Somente ao chegar ao local é que ela soube, pelas próprias crianças que estavam no local, que o filho havia sido agredido por um adulto.
De acordo com o relatos dos pais, o homem teria chutado o menino enquanto ele ainda estava no chão e o agarrado pelo braço, deixando marcas que a família que resultaram em hematomas visíveis. O garoto teria pedido desculpas para a menina e seus familiares logo após o acidente, mas a atitude não impediu a agressão.
Além da violência física, a esposa do agressor teria chamado o menino e as outras crianças presentes de "doentes mentais" e feito outros comentários desrespeitosos.
Após esse episódio, os pais do menino foram até a casa do agressor para entender a motivação dele e o homem teria admitido o ocorrido. Para a família, a justificativa não tem validade: nenhuma circunstância autoriza um adulto a agredir uma criança.
"Ele assumiu que tinha batido no meu filho. Quando perguntei o porquê, ele disse: 'Realmente bati, mas foi sem intenção'", contou o pai.
O menino de 11 anos, que faz acompanhamento psicológico há anos, ficou abalado após o episódio. Segundo os pais, ele não conseguiu dormir e relata reviver a cena repetidamente. No dia seguinte ao ocorrido, a família já estava com o exame de corpo de delito agendado em Balneário Camboriú.
"A gente que é pai atípico sabe a luta que é para manter ele estável emocionalmente. Foi um desafio novo para nós", afirmou a mãe.
Durante a confecção do documento, com a presença da polícia, os pais do menino disseram que a própria filha do agressor, uma criança de 4 anos, teria dito ao pai "Pai, mas acidentes acontecem".
A família registrou boletim de ocorrência pouco depois de chegarem no local. Os pais do menino contrataram uma advogada e afirmam que vão levar o caso até o fim. "Eu me sinto impotente porque estava longe do meu filho e não pude defendê-lo. Mas vou levar isso adiante", declarou a mãe.
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