Em apenas oito meses, São João Batista registrou 225 ocorrências de violência contra a mulher. O dado impulsionou a Operação Átria, deflagrada pela Polícia Militar local para prevenir novos casos e evitar que situações já registradas evoluam para o feminicídio.
Foto: Daniel Fernandes/Reprodução
Integrada ao programa Rede Catarina de Proteção à Mulher, a operação fiscaliza medidas protetivas de urgência, instala o botão do pânico em celulares de mulheres cadastradas e monitora tornozeleiras eletrônicas de autores de violência doméstica. Há também apoio direto a oficiais de justiça e à Polícia Civil em ordens de busca e apreensão de armas de fogo vinculadas a medidas protetivas.
Esse problema não é isolado. Santa Catarina expediu mais de 22 mil medidas protetivas de urgência no mesmo período, o que evidencia a dimensão da violência doméstica no estado e justifica ações permanentes como a Átria.
Violência doméstica não é só agressão física. Ameaças, perseguições, violência psicológica, sexual, patrimonial e vicária também são crimes. A Polícia Militar recomenda que, em casos como esses, deve ser feita uma denúncia pelos 180 ou acione o 190 em emergências.
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