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Pacientes com câncer de mama dispõem de nova especialidade em hospital

Médico especialista em cirurgias de tratamento de câncer de mama traz esclarecimentos
Por: Natália Minich - 18/10/2021 11:47min
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Reportagem: VipSocial.TV

 

O Hospital São José em Tijucas passa a contar com uma nova especialidade, além das já disponíveis na unidade, agora haverá a realização de cirurgias de câncer de mama.

 

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Foto: VipSocial.TV

 

Na manhã desta segunda-feira, 18 de outubro, o médico que ficará responsável pela área oncológica de mama e pelas cirurgias de mastectomia, Doutor Guilherme Gamba, realizou uma palestra com colaboradores do hospital, onde trouxe esclarecimentos sobre procedimentos, cuidados e tratamentos necessários, entre outros detalhes que auxiliarão no reconhecimento de pacientes que possivelmente precisarão passar por cirurgia de tratamento do câncer que acomete principalmente mulheres.

 

SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO

O tumor se manifesta de maneira ágil e hostil nas mulheres e, por isso, todos os quadros precisam de intervenção cirúrgica, com a remoção das regiões afetadas, visando impedir que a doença se espalhe. Há casos em que é preciso realizar a retirada da mama e as repercussões físicas e mentais deixadas pelo procedimento são grandes, o que ressalta a relevância de recursos pós-tratamento que contribuem para o bem-estar das mulheres que enfrentaram a doença com êxito.

Segundo o Ministério da Saúde, a chamada oncoplastia, cirurgia plástica aplicada no tratamento do câncer, começou a ser realizada no Brasil na década de 80 e, até então, as vítimas deste tumor tinham que conviver com as sequelas físicas deixadas pelo procedimento invasivo de retirada. A adoção deste recurso como parte do processo de reabilitação das pacientes possibilitou que a área afetada pelo tratamento cirúrgico fosse reconstruída, contribuindo para uma melhora na qualidade de vida.

 

 

A Lei nº 9.797, de 5/5/1999, reforça a obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora da mama nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer. Então, toda paciente tem o direito e poderia ser submetida a uma reconstrução, porém nem todas são elegíveis para o procedimento imediato.

Segundo o Dr. Gamba, cada quadro deve ser individualizado, mas, de maneira geral, as contraindicações para a reconstrução imediata são pacientes com risco cirúrgico muito alto, que apresentam lesões extensas na mama necessitando de ressecção ampla da pele ou em situações em que a pele não possa ser usada devido a acometimento ou infecção ativa. Fatores que podem dificultar a cicatrização e aumentam o risco de perda da reconstrução como tabagismo, obesidade, diabetes, hipertensão, idade avançada, radioterapia prévia, entre outros.

De acordo com o especialista, a reconstrução pode ser imediata, na mesma cirurgia da retirada do tumor, ou pode ser tardia, em outro tempo após o tratamento.

 

De maneira geral damos preferência à reconstrução no momento da mastectomia, assim evitamos que a paciente passe por um novo procedimento e podemos diminuir o dano psicológico da cirurgia de retirada da mama. Além disso, a reconstrução imediata é tecnicamente mais fácil do que a tardia, por haver menos fibrose cicatricial e os contornos das mamas estarem preservados. A reconstrução tardia fica para os casos em que no momento da mastectomia não foi possível realizá-la. Normalmente, aguardamos o término dos tratamentos adjuvantes para realizar o procedimento”

     Guilherme Gamba, médico especialista em mastectomia

 

COMO É O PROCEDIMENTO?

Existem múltiplas técnicas para abordar o câncer de mama em pacientes que tiveram suas mamas retiradas. Pode-se fazer a reconstrução com próteses de silicone ou com retalhos musculocutaneos.

Já em pacientes que passaram por uma cirurgia conservadora, é possível utilizar algumas técnicas para diminuir o defeito cirúrgico como rotação de retalhos dermo cutâneos, injeção de gordura na área do defeito cirúrgico e, em casos de mama de grandes volumes, pode-se realizar a simetrização da mama para que ambas fiquem com um tamanho similar.

 

A reconstrução do bico do peito pode ser realizada em pacientes que tiveram que tirar a região devido a acometimento tumoral. Logo após a cicatrização, podemos fazer a tatuagem para deixar a coloração parecida”

     Guilherme Gamba, médico especialista em mastectomia

 

Ao todo, são diversos recursos tecnológicos que contribuem para o bem-estar das pacientes que tiveram que passar por este difícil tratamento. Felizmente, o progresso no universo da oncologia está caminhando de maneira cada vez mais ágil, tornando a vida destas pacientes gradativamente melhor com novas aparelhagens, protocolos e procedimentos que atenuam as repercussões desta doença.

 

 

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