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Paratleta catarinense mira carreira “além das medalhas” e incentiva pessoas com deficiência no esporte

Representando a FME de Balneário Camboriú, Yorrany Emanuelly começou no esporte em 2023 e já coleciona marcas de destaque
Por: Bernardo Roa - 05/11/2026 16:10min- Balneário Camboriú
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Yorrany Emanuelly Jesuita, de 16 anos, atleta da classe F46 do paradesporto da Fundação Municipal de Esportes (FME) de Balneário Camboriú, vem representando a cidade nas provas de lançamento de dardo e arremesso de peso. A classe F46, do setor de campo (Field), é destinada a atletas com deficiência nos membros superiores.

 

Fotos: Prefeitura de Balneário Camboriú/Reprodução

 

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Determinação, foco e superação de limites marcam a trajetória de muitos paratletas, e a história de Yorrany se insere nesse cenário. Contemplada pelo programa Bolsa Atleta, a jovem soma conquistas em competições e meetings nacionais e encontrou no esporte um grande significado para a vida.

 

COMEÇO NO ATLETISMO PARALÍMPICO

Yorrany conheceu a modalidade em 2023. Uma professora do paradesporto foi até a escola dela para dar uma aula de Educação Física e, durante as atividades, a convidou para um treino vinculado à FME.

 

 

Desde então, ela treina e disputa competições em nome de Balneário Camboriú. A atleta comentou que o atletismo tem uma grande importância para ela, pois foi nele que aprendeu que "há dias em que conseguimos nos desenvolver melhor e outros em que nem tudo sai como planejamos”

 

RECORDE ESCOLAR

As principais conquistas da atleta vieram em competições e meetings nacionais. No Meeting de Porto Alegre, ela alcançou sua melhor marca pessoal no lançamento de dardo: 22,62 metros.

 

 

Outro momento de destaque ocorreu no início da carreira. Yorrany disse que em sua segunda competição, disputada em São Paulo, ela bateu o recorde escolar nacional na prova de pelota, na categoria Sub-14 e conseidera esse momento como “um dos momentos mais marcantes" da trajetória dela.

 

OBJETIVOS NO ESPORTE

Yorrany quer construir uma história da qual possa se orgulhar. Entre as metas, estão superar os próprios limites e mostrar que, por trás de cada conquista, há muita dedicação e vontade de vencer.

 

 

Acima de tudo, quero que minha trajetória tenha um significado que vá além das medalhas. Quero provar a mim mesma e aos outros que ter uma deficiência não significa ter limitações para realizar nossos sonhos, e que podemos fazer o que quisermos”

Yorrany Emaunuelly, atleta da FME de Balneário Camboriú

 

INCENTIVO A QUEM QUER COMEÇAR

A paratleta também fez um convite a pessoas com deficiência que pensam em experimentar um novo esporte. Segundo ela, o início pode ser desafiador, mas os resultados compensam.

 

Sei que começar algo novo pode ser assustador, principalmente quando temos dúvidas sobre nossas próprias capacidades. Mas o atletismo paralímpico pode nos proporcionar muito mais do que medalhas; pode nos trazer confiança, amizades, oportunidades e a descoberta de habilidades que nem imaginávamos ter”

Yorrany Emaunuelly, atleta da FME de Balneário Camboriú

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