O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por maioria de votos, determinou na manhã desta quinta-feira, 04 de maio, a cassação dos mandatos do prefeito de Brusque, Ari Vequi, e de seu vice, Gilmar Doerner. Também foi estipulada pela corte a inelegibilidade de ambos pelo prazo de oito anos.
Foto: Internet/divulgação
Na decisão, os ministros apontam que houve abuso de poder econômico de Luciano Hang, que resultou na quebra da isonomia das eleições. Durante o pleito, Hang publicou vídeos “entrevistando” funcionários de sua empresa, a Havan, “induzindo a comunidade brusquense a não votar no PT”.
Nesse contexto, impõe-se ao TSE, não foi um fato isolado, mas uma sequência de fatos, uma campanha paralela feita pelo empresário da maior empresa e mais conhecida da cidade a favor de um dos candidatos”,
Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral
Segundo Moraes, houve abuso do poder econômico e assédio eleitoral aos funcionários e aos fornecedores da empresa.
Além disso, o ministro cita que houve tentativa de Luciano Hang de fazer confusão para o eleitor entre pessoa jurídica e pessoa física, com uma atuação estável da pessoa jurídica no processo eleitoral, tendo em vista a utilização de estratégia organizada visando esvaziar a candidatura adversárias. “Uma verdadeira campanha paralela”, finalizou.
Por 5 votos a 2, os ministros reconheceram a inelegibilidade de todos os envolvidos – Vequi, Pastor Gilmar e Hang – para as eleições nos oito anos subsequentes ao pleito de 2020.
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