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Professor é investigado por entregar bilhete com sugestão sexual a aluna de 17 anos

Caso aconteceu dentro de sala de aula; aluna registrou boletim de ocorrência e juiz concedeu medida protetiva de urgência
Por: Bernardo Roa - 15/05/2026 09:28min- Brusque
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Uma estudante de 17 anos foi alvo de assédio sexual por parte de um professor de 43 anos dentro de uma sala de aula da Escola de Educação Básica (EEB) Santa Terezinha, em Brusque, na manhã da última sexta-feira, dia 8.

 

Fotos: Captura de Tela/O Município/Reprodução

 

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O docente entregou à aluna um bilhete com sugestão de relação sexual e foi afastado do cargo após o caso ser registrado pela mãe da jovem na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (Dpcai).

 

O BILHETE E O CONTEXTO DAS INVESTIDAS

As abordagens do professor em relação à estudante teriam começado ainda em 2025, com elogios frequentes à aparência dela. Segundo o boletim de ocorrência, a aluna relatou que "o professor se aproximou dela em diversas ocasiões, insistindo em um diálogo particular, alegando que não poderia ocorrer no ambiente escolar".

 

 

Na véspera do episódio do bilhete, a estudante havia emprestado uma caneta ao professor de Física. Ao devolvê-la, ele teria dito: "Obrigado pela caneta, mas queria outra coisa." No dia seguinte, ele a chamou até sua mesa e entregou o recado escrito.

 

Foto: O Município/Reprodução

 

No bilhete, o professor convidava a aluna a participar de uma feira escolar em São João Batista e, na sequência, sugeria uma relação sexual durante o trajeto de volta a Brusque. "Eu queria que você fosse, porque a feira vai ser em São João Batista. Eu iria passar o dia lá com você e, na volta, poderíamos (…)", diz o trecho do documento.

 

REAÇÃO DA ALUNA E COMUNICAÇÃO À DIREÇÃO

Ao ler o bilhete, a adolescente começou a chorar e foi imediatamente à sala da direção relatar o ocorrido. Orientada a registrar um boletim de ocorrência, ela acionou a mãe por mensagem e enviou também a foto do bilhete e dois vídeos gravados por colegas de sala

As gravações mostram o professor se aproximando de sua carteira e conversando com a jovem, momento em que, segundo apurado, ele fez comentários sobre a aparência dela.

Quando a mãe chegou à escola, a filha estava em estado de pânico e chorando na sala da diretora.

 

MEDIDA PROTETIVA E DECISÃO JUDICIAL

Além do boletim de ocorrência, a família obteve uma medida protetiva de urgência concedida pela Vara Criminal da Comarca de Brusque. Com base nos vídeos e na foto do bilhete, o juiz de direito responsável entendeu que as evidências credibilizavam as acusações da estudante.

Pelo prazo de três meses, o professor está proibido de se aproximar a menos de 300 metros da adolescente e de manter qualquer contato com ela por redes sociais ou outros meios eletrônicos. Em caso de descumprimento, ele poderá ser preso.

O documento judicial descreve a situação como "reiteradas investidas de cunho inadequado" que "ocasionaram intenso abalo emocional, medo e constrangimento" à estudante, motivando a comunicação à direção escolar e, posteriormente, à polícia.

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