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SHOWS, CONTRATOS E PROPINA | Fraudes em shows e festas colocam empresários e prefeituras na mira da polícia

Investigação apura fraudes em licitações, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro em 18 municípios catarinenses e na capital gaúcha
Por: Bernardo Roa - 07/07/2026 10:49min
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Um cartel formado por empresários do setor de eventos foi alvo de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil realizada nesta terça-feira, 7 de julho.

Batizada de "Pão e Circo", a ação apura um esquema articulado de  fraudes em licitações, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro para dominar o mercado de shows com artistas de renome nacional em Santa Catarina.

 

Fotos: MPSC/Reprodução

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A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do MPSC em apoio à Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, com participação da Divisão de Investigação Criminal de Canoinhas, da Polícia Civil.

 

DETALHES DO ESQUEMA

Segundo as investigações, os empresários estruturaram ao longo dos anos um esquema para eliminar a concorrência, manipular preços e monopolizar contratações de shows.

 

 

Para viabilizar as fraudes, o grupo recorria ao  pagamento e recebimento de propinas entre empresários e agentes públicos , além da lavagem de dinheiro para ocultar os valores obtidos com as irregularidades.

 

CIDADES INVESTIGADAS

A operação mobilizou o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão em 18 municípios de Santa Catarina, além de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

 

 

VEJA AS CIDADES

✅ Abdon Batista
✅ Apiúna
✅ Aurora
✅ Bombinhas
✅ Brusque
✅ Canoinhas
✅ Governador Celso Ramos
✅ Indaial
✅ Itaiópolis
✅ Itapema
✅ Laurentino
✅ Mafra
✅ Palhoça
✅ Porto Belo
✅ Pouso Redondo
✅ Santa Terezinha
✅ São Bento do Sul
✅ Três Barras

 

 

Além das buscas, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra José Clemir Spinelli, 54 anos, dono da Spinelli Produções e Eventos. Preso em Itapema, o empresário é apontado como um dos pivôs do esquema. O MPSC ressalta que as irregularidades estariam nas licitações para a realização dos eventos, não nos shows dos artistas contratados.

 

Foto: Redes Sociais/Reprodução

 

MEDIDAS JUDICIAIS

A investigação resultou em uma série de determinações judiciais contra agentes públicos, ex-agentes públicos, empresários e outros investigados. Entre as medidas está a indisponibilidade de cerca de R$ 9 milhões em bens e valores para garantir eventual reparação ao erário.

 

 

O Judiciário também determinou medidas cautelares como afastamento de funções, restrições para contratar com o poder público, proibição de acesso a repartições municipais e vedação de contato entre investigados e testemunhas.

 

PRÓXIMOS PASSOS

Os materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Científica para exames periciais. Após a análise, as evidências serão avaliadas pelas equipes de investigação para dar continuidade ao desmantelamento da rede criminosa. A investigação tramita em sigilo, e novas informações serão divulgadas assim que houver publicidade dos autos.

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