Um carro saiu da pista e capotou na tarde desta sexta-feira, 30 de outubro, na rua Leopoldina Brasil, no centro de São João Batista. O veículo caiu no pátio de uma residência, perto do Hospital Municipal Monsenhor José Locks. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado por volta das 13h30.
Fotos: Daniel Fernandes/VipSocial
A vítima, de 18 anos, já estava fora do carro quando os bombeiros chegaram, consciente e orientada. Segundo o soldado Vinícius, ela foi levada ao hospital do município, que fica a poucos metros do local. Os sinais vitais estavam estáveis, apesar do susto. A equipe estava próxima, atendendo outra vítima no hospital, quando o acidente ocorreu.
O carro caiu na entrada da residência do aposentado Sebastião de Melo, que descansava dentro de um veículo no pátio. Ele contou que só ouviu o impacto e, ao se levantar assustado, bateu a cabeça no teto. Em seguida, ao ver o estrago, ficou emocionado.
Sebastião de Melo, dono da casa
A fala veio junto com o temor de que houvesse alguém no local. Segundo ele, o carro ficou destruído, e a família foi incomodada sem necessidade.
De acordo com Sebastião, há cerca de um mês, uma moto com um casal caiu no local por volta das 3h da manhã. Ele afirmou que três pessoas já morreram nos mesmos 100 metros da via e que outras ficaram com sequelas, usando cadeira de rodas ou muletas. Os três postes em frente à casa foram trocados no ano passado e voltaram a ser atingidos.
Moradores pedem há mais de 20 anos a instalação de uma lombada pouco antes da entrada onde funcionava uma creche e hoje há uma casa de idosos. Segundo Sebastião, a resposta que recebeu é que a obra não sai porque a Promotoria não aceita mais a instalação de lombadas. Ele cobra que Ministério Público, prefeitura e demais autoridades assumam a responsabilidade pelo problema.
A professora Aline Gambeta, que mora em frente ao local, também cobrou providências. Ela afirma que os acidentes ocorrem em qualquer horário e que as pessoas perdem o controle na curva por causa da velocidade.
Segundo ela, moradores já gravaram vídeos pedindo medidas, e há medo de caminhar na calçada. Os moradores pedem um olhar mais atento das autoridades para a região antes que uma tragédia maior aconteça.
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