Buscando por?

AO VIVOTARDE DE FÉ

Notícias

Comunidade terapêutica contesta ação e afirma exigências incompatíveis após interdição

Vigilância Sanitária aponta irregularidades; responsáveis alegam histórico de aprovações e impacto psicológico da interdição
Por: Tiffane Soares - 02/02/2026 11:00min- Porto Belo
Compartilhe nas redes sociais

O proprietário da comunidade terapêutica feminina Despertar, interditada em Porto Belo, se manifestou após a ação da Vigilância Sanitária do município, realizada em conjunto com a Secretaria de Assistência Social, que resultou na interdição total da unidade. Segundo Ernani da Silva, a medida foi adotada após uma série de exigências que, de acordo com a clínica, não seriam compatíveis com a realidade do serviço prestado.

 

Imagens Ernani da Silva/Reprodução

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a direção da unidade, a clínica vinha operando há quatro anos com vistorias regulares e liberações de todos os órgãos competentes para o mesmo tipo de atendimento. Ainda segundo o responsável, em um curto período houve uma sobrecarga de novas exigências estruturais, como a instalação de elevador e adaptações de acessibilidade, mesmo, segundo ele, a unidade não atendendo pessoas com deficiência física.

 

 

O proprietário também afirmou que o fechamento ocorreu de forma abrupta, classificando o procedimento como “psicologicamente violento” para funcionários e residentes, destacando que o episódio teria sido presenciado por testemunhas. Ele relatou ainda que, o município precisou do local e  solciitou o acolhimento de pelo menos 40 pessoas em situação de rua, de forma gratuita, enquanto estavam de portas abertas.

 

VEJA A MATÉRIA: Falta de alvará, superlotação e descumprimento de ordem levam ao fechamento de duas clínicas

 

 

Versão da Vigilância Sanitária

Já segundo a Vigilância Sanitária de Porto Belo, a interdição foi motivada por uma série de irregularidades constatadas após vistorias e acompanhamentos iniciados ao longo de 2025. Entre os principais motivos apontados estão a ausência de alvará de funcionamento válido e o descumprimento de um termo de interdição parcial emitido anteriormente.

O órgão informou que o último alvará da unidade foi concedido em 2024 e que, desde então, foram identificadas pendências estruturais e documentais que não teriam sido regularizadas dentro dos prazos estabelecidos. Também foi constatada superlotação, com a unidade operando acima da capacidade máxima permitida de 30 internos.

Diante do não cumprimento das determinações e do auto de interdição parcial emitido em julho de 2025, a Vigilância Sanitária determinou a interdição total da clínica, com o objetivo de garantir a segurança, a saúde e o bem-estar dos internos e da população.

 

VEJA A MATÉRIA: Operação interdita clínicas terapêuticas em Porto Belo após ação do Ministério Público

 

Acompanhamento do Ministério Público

O Ministério Público de Santa Catarina acompanhou a operação, prestando apoio aos órgãos municipais, mas não foi o responsável direto pela interdição. A Promotoria informou que mantém procedimentos administrativos em andamento para apuração dos fatos.

Em relação aos acolhidos, a Secretaria de Assistência Social informou que os familiares foram contatados para realizar o desacolhimento dos internos, com o objetivo de evitar desassistência durante o processo.

A Vigilância Sanitária reforçou que a interdição tem caráter preventivo e orientou que a população procure o órgão municipal para mais esclarecimentos.

Top

Preencha todos os campos obrigatórios.

No momento não conseguimos enviar seu e-mail, você pode mandar mensagem diretamente para comercial@vipsocial.com.br.

Preencha todos os campos obrigatórios.

Contato enviado com sucesso, em breve retornamos.

Você será redirecionado em alguns segundos!

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Li e aceito os termos.